1 dia em Milão

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Antes de mudar pra Suíça, já tinha uma listinha pronta com os lugares a conhecer na Europa. O primeiro país, claro, Itália. Queria sentir a alegria e a vibração desse país de alma quase “latino americana”.

Então lá fomos eu e maridon. Feriadinho prolongado de 5 dias. O destino: Milão e Veneza. A estadia em Milão foi curtinha: 1 dia e 2 noites. Mesmo com todos dizendo que não precisa de muito tempo pra conhecer a cidade, fiquei com a sensação (chata) de que faltou ver coisa.

Só não foi pior porque as atrações principais ficam bem próximas. Isso ajuda, e muito. Fizemos todo o nosso roteiro a pé. Desde o hotel, que ficava perto da estação de trem Milano Centrale, até o centro da cidade, onde estão os principais pontos.

A estação, por sinal, vale algumas fotos. Por fora, gigante e imponente. Por dentro, moderna e com muitas opções de lojas e restaurantes. “Quase” igual ao Galeão ou a Guarulhos (aham).

milanocentrale

No centro, começamos pelo famoso Quadrilátero da Moda, um conjunto de ruas que abriga as grifes mais famosas do mundo. Lá eu me senti pobre, mal vestida e burra. Pobre e mal vestida por razões óbvias. Burra porque encontrei grifes que nem sequer ouvi falar. A cidade é a capital da moda, respira glamour e sofisticação. Pelo menos em Milão, deixe aquele All Star surrado no hotel.

A segunda parada foi na Galleria Vittorio Emanuele. Inaugurada em 1877, o lugar realmente impressiona com seus arcos de cristais no teto e seu piso todo em mosaico. Lá estão lojas, cafeterias e restaurantes. No centro, um touro desenhado no piso. Alguns juram que, se você der 3 voltas com o calcanhar direito em volta do saco dos testículos do touro, a sorte irá te acompanhar. Detalhe para a foto mico da viagem (no centro abaixo).

Quadrilátero da Moda e Galleria Vittorio Emanuele.

Quadrilátero da Moda e Galleria Vittorio Emanuele.
Nao foi só eu que paguei mico. O garotinho também pisou no saco do touro.

Ao sair da Galleria, em direção a Piazza Duomo, encontramos a famosa Duomo di Milano. Por mais impactante que sejam as fotos, elas não conseguem refletir a real imponência da catedral. É de cair o queixo MESMO. Gigante e cheia de detalhes, seus olhos não vão saber onde mirar.

Mas fique de olhos bem abertos! Vários espertinhos costumam abordar os turistas bobões com milho (para os pombos) e pulseirinhas “de grátis”. Eu já tinha lido em alguns blogs que, se você aceita, eles enchem o saco pedindo dinheiro. Puxei o marido pelos braços e no alto dos meus 1,58m de altura, gritei para os espertinhos: NOOOO, grazie! (não preciso dizer que usei-e-abusei do meu italiano, devidamente aprendido nas novelas italianas da Globo).

Livre dos malandrinhos e depois de conhecer o interior da Igreja, subimos até o topo da catedral. Existe a opção de subir de elevador ou escada (mais barata, aprox. 6 euros). Foram 463 degraus de penitência por ser tão pão dura. Mas valeu a pena. Lá de cima, os detalhes são ainda mais impressionantes e a vista da praça é sensacional. Vale a subida. Vai render boas fotos.

1 - no topo da Duomo / 2 - Vitrais dentro da Igreja / 3 - Duomo vista de frente

1 – no topo da Duomo / 2 – Vitrais dentro da Igreja / 3 – Duomo vista de frente

Foi só descer que começou a chover. E essa chuva, caros amigos, durou até o fim da nossa viagem (com raros momentos de pausa e sol). Até o final desse post e nos próximos, sobre Veneza, prepare-se para ver muitos guarda-chuvas.

Após comprar nossa sombrinha paraguaia por 3 euros, fomos conhecer o Castello Sforzesco. A fortaleza construída no século XV abriga hoje diversos museus e a Pietà Rondanini, última escultura (inacabada) de Michelangelo. Como eu e marido não somos muito fãs de museu, ficamos apenas nas fotos do lado de fora do Castello.

Ao cruzar o Castello, chegamos ao Parco Sempione. É o principal parque da cidade e deve ficar lindíssimo em dias de sol (chuva dos inferno). Ao fundo, o Arco della Pace, um símbolo da época em que Napoleão chegou à Itália.

Castello e Parco

Pausa para o almoço às 3 da tarde. Fomos os últimos antes de fechar o restaurante e rolou uma “pressãozinha” básica dos garçons. Nem o lugar, nem a comida impressionaram e por isso, nem me preocupei em guardar os detalhes.

Ainda queríamos conhecer o estádio da Inter de Milão e dar um rolé de tram*  pela cidade, mas não rolou. Chovia e fazia bastante frio. Optamos por voltar ao hotel, descansar um pouco e jantar num restaurante tipicamente italiano. Queria ver se a pizza de lá era isso tudo mesmo.

Escolhemos um lugar perto do hotel, com boas indicações no Trip Advisor. O restaurante Setembrini não tinha muito luxo, mas era super acolhedor. O garçom, uma simpatia. Acima da média do serviço na Itália. Tudo estava MUITO bom. Da burrata de entrada até o tiramisu de sobremesa. Agora, a pizza, meus amigos, essa sim foi o destaque da noite. Massa fina, crocante e recheio na medida certa. Essa aí ganhou o posto de “Melhor Pizza da Vida, Ever”. A dolorosa? 41 euros com 2 tacas de vinho, entrada e sobremesa. Achei o precinho bem amigo. Recomendo.

Falei tanto na pizza e acabei não tirando foto! Mas acredita em mim, estava divina.

Falei tanto na pizza e acabei não tirando foto! Mas acredita em mim, estava divina.

De barriga cheia, foi assim que terminou nosso dia em Milão. Dormimos o sono da beleza e sonhamos com a próxima parada: Veneza. Em breve aqui no blog uma série completa de posts sobre a cidade dos apaixonados.


* Tram é um “bonde arrumadinho” muito popular na Europa. Ele que se move por trilhos e fios. Mais detalhes aqui.

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