Roteiro em Ouro Preto, MG

Ouro Preto vista da Igreja Santa Efigênia

Ouro Preto vista da Igreja Santa Efigênia

 

Falei no post anterior sobre as impressões gerais da linda Ouro Preto. Aqui vou contar o roteiro de 3 dias que fiz da última visita.

Dia 1
Cheguei numa 6ª feira pela manhã. Depois do almoço, fui a pé até a Mina do Chico Rei. Interessantíssima. A história do rei africano que foi escravizado e comprou sua liberdade e de sua família é surpreendente. Sou bastante claustrofóbica para entrar em túneis apertados e meio escuros. Mas estava vazio. E, vendo a saída livre atrás de mim, me senti mais segura e fui.

Andar na Mina do Chico Rei, só bem abaixado.

Andar na Mina do Chico Rei, só bem abaixado.

Passei por baixo e por cima da R. da Conceição, vendo a arquitetura e inúmeras fontes e mirantes.

Cruz papal da Capela Padre Faria

Cruz papal da Capela Padre Faria

Dia 2

Esse trecho da manhã fiz de carro com os amigos que me hospedaram.

  • Capela do Padre Faria, pequena, com um sino original de 1875, uma cruz tripla (com três barras, a cruz papal) de 1756 e uma linda visão do vale.
  • Na sequência, paramos na Igreja Santa Efigênia, no alto de uma escadaria. Uma linda visão da cidade (foto que abre esse post). E a igreja por dentro é um espetáculo. Há um cemitério anexo. Construída entre 1733 e 1785, por escravos libertos do grupo de Chico Rei da irmandade Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.
Igreja Santa Efigênia (fotos sem flash, desculpe a qualidade): interior, detalhe do teto e do piso, detalhe da fachada

Igreja Santa Efigênia (fotos sem flash, desculpe a qualidade): interior, detalhe do teto e do piso, detalhe da fachada

  • Igreja N Srª do Pilar (clique para ampliar)

    Igreja N Srª do Pilar (clique para ampliar)

    Dali demos uma salto até a Igreja Nossa Senhora do Pilar. A fachada pequena esconde uma jóia em seu interior. Ali reina a arte barroca brasileira em seu ponto alto.

  • No entorno dela há o Museu de Arte Sacra, Capela N. Sr. Bonfim, mas eu não entrei nesses.
  • Dali temos uma boa visão da Casa dos Inconfidentes, no morro do Cruzeiro, que foi provavelmente local de reuniões dos inconfidentes. Era propriedade do pai de José Álvares Maciel, um articulador do movimento. A construção ainda abriga alguns móveis da época e foi transformada em museu.
  • De volta ao carro, passamos pela Estação Ferroviária, inaugurada por D.Pedro II em 1889. Atualmente ponto do Trem Turístico Ouro Preto-Mariana (Trem da Vale).

Pausa para almoço. A tarde segui a pé:

  • Comecei com a Casa dos Contos, construída entre 1782-1787. Foi residência do administrador de impostos da capitania (que recolhia o quinto), e abrigou a Junta da Real Fazenda e a Intendência do Ouro (pesagem e fundição de ouro). O local serviu de prisão para alguns inconfidentes, e o poeta Cláudio Manuel da Costa foi preso e encontrado enforcado em uma de suas celas, hoje uma galeria de arte. Ali ainda existe a senzala no porão, de arrepiar! Atualmente guarda acervo de mobiliário (séculos XVIII e XIX), documentos, cartas, biblioteca e coleção de moedas. Seu jardim é uma graça. Vá até os andares superiores e veja as vistas das janelas. Entrada paga.
Casa dos Contos: prisão nobre de inconfidentes transformada em galerias e latrinas originais

Casa dos Contos: prisão nobre de inconfidentes transformada em galerias e latrinas originais

  • Passei pela fachada da casa de Tiradentes, hoje sede da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária.
  • Subindo bem, Igreja Nossa Senhora do Rosário. Com fachada redonda, um charme. Construída pelos negros, nela estão os santos negros mais venerados.
Igreja N. Srª do Rosário: fachada curva, santos negros (sem flash no interior),  portão e detalhe do teto

Igreja N. Srª do Rosário: fachada curva, santos negros (sem flash no interior), portão e detalhe do teto

  • Ali ao lado, numa ladeirinha subindo, não deixe de visitar a loja Barroco & Barroco, com linda decoração e um cardápio divino de cervejas artesanais. Vale provar aOuropretana.

    Museu da Inconfidencia

    Museu da Inconfidência

  • Subindo outra rua bem íngreme, cheguei à Igreja de São Francisco de Paula, com a melhor vista da cidade.
  • De volta ao miolo do Centro Histórico, na Praça Tiradentes, está o Museu da Inconfidência (antiga Casa de Câmera e Cadeia de Vila Rica, hoje abriga os restos mortais de alguns inconfidentes e objetos históricos), e o Palácio dos Governadores, hoje com vários Museus da Escola de Minas.
  • Em alguns passos cheguei na bela Igreja de Nossa Senhora do Carmo, um pouco menos ornamentada, em estilo barroco-rococó. Estava rolando um casamento, ocasião única para fotografar as igrejas.
Igreja N. Srª do Carmo em dia de casamento: fachada, interior e detalhe do teto

Igreja N. Srª do Carmo em dia de casamento: fachada, interior e detalhe do teto

  • Ali ao lado fica o Museu do Oratório com uma coleção de mais de 160 oratórios dos séculos 17 ao 20.
  • Segui para o Teatro Municipal (Casa da Ópera), inaugurado em 1770, é considerado o mais antigo do Brasil ainda em funcionamento.

Casa-Opera

  • Na sequência, fui ao Museu Casa Guignard.

Terminei o longo dia exausta! Dorflex, por favor! rsrs

Igreja N. Srª da Coinceição

Igreja N. Srª da Conceição

Dia 3

  • Fui conhecer a igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição (Antônio Dias). Construção iniciada em 1727, foi projetada por Manuel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho, em sua nave encontram-se as sepulturas de ambos.
  • No anexo (sacristia), funciona o Museu Aleijadinho, com acervo de arte sacra dos Sec 17 e 18. De Aleijadinho mesmo são os leões funerários em madeira – serviam como suporte nas cerimônias solenes – e a imagem de São Francisco de Paula em pedra-sabão pintada. Entrada paga.
  • Na rua ao lado, provavelmente entre os números 76 e 90, existiu a Casa de Aleijadinho onde viveu o grande gênio do barroco mineiro, Antônio Francisco Lisboa. Rua Aleijadinho
  • Subi a ladeira e passei pela fachada da Casa de Gonzaga (Tomás Antônio), inconfidente e poeta.
  • Fui na Igreja de São Francisco de Assis, obra prima de Aleijadinho, que fez o lavabo em pedra-sabão da sacristia e o medalhão do santo dos animais na fachada. O esplêndido forro da nave é de Mestre Ataíde. Em anexo, o cemitério. Largo de Coimbra.
Igreja São Francisco de Assis e detalhe da fachada em pedra-sabão

Igreja São Francisco de Assis e detalhe da fachada em pedra-sabão

  • Na saída, fui olhar a feira de artesanatos do Largo de Coimbra, com inúmeros produtos esculpidos em pedra-sabão.

Isso tudo pela manhã do dia 3. Parei para almoçar a tarde segui pra rodoviária e vim embora.

2 opiniões sobre “Roteiro em Ouro Preto, MG

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