Viajando pela América do Sul: dicas

No post anterior mostrei a sequência do roteiro da viagem de 29 dias por 4 países da América do Sul. Como era muito longo, aqui deixo as dicas gerais para a viagem completa. Na sequência, vou falando sobre dicas para cada país.

Dicas gerais para a viagem na América do Sul (Peru, Bolívia, Chile e Argentina):

  • nuevos soles, moeda peruana

    nuevos soles, moeda peruana

    Dinheiro: Como cada um desses países tem sua própria moeda, levamos dólares e reais (faça câmbio direto do real, e não perca dinheiro em taxas 2 vezes, ao incluir o câmbio para o dólar). Vivemos mesmo dos saques em moeda local com cartão do Banco do Brasil e pagamento de hotéis no cartão de crédito. Apenas na Argentina é melhor usar o real e fazer a câmbio alternativo, usando dinheiro para tudo.

  • Fuso: Em relação ao horário de Brasília (fora do horário de verão), Peru – 2 horas, Bolívia e Chile – 1 hora, Argentina é igual.
  • Clima: A viagem foi quase toda com temperaturas baixas, e foi esfriando mais conforme fomos para o sul. Pegamos máximas de 18⁰C e mínimas negativas.
  • Será que tá frio? Neve e icebergs em Torres del Paine. E vestuários quase constante na viagem: toda coberta, 3 camadas de roupas.

    Será que tá frio? Neve e icebergs em Torres del Paine. E vestuários quase constante na viagem: toda coberta, 3 camadas de roupas.

    Levar na Mala: Portanto, esqueça as regatas, saias, sandálias… Em Lima, Santiago e Buenos Aires conseguimos usar calça jeans com camiseta e apenas um casaco por cima. No Atacama, na hora do almoço (na cidade e não em algum passeio) conseguíamos usar um short, chinelos e camiseta. Mais cedo e ao entardecer aumentávamos as roupas. A noite, mesmo todas as roupas da mala não davam conta do frio. Mas foi o único lugar onde foi possível usar short. Então não sei se vale a pena levar, porque uma legging dá conta. Não deixar de levar: óculos de sol  e protetor solar (por causa da radiação solar em áreas com neve e, no sul há buracos na camada de ozônio), acessórios para frio (luvas, gorros, cachecol – protege o pescoço e rosto, meias térmicas). A lista completa do que eu levei na mala está aqui.

  • Roupa certa para cada ocasião: Mesmo que você goste de usar botas e sapatos de salto, barriga de fora, mil acessórios… precisa ter um “feeling” de que não são uma boa opção para certos lugares, principalmente por conta da sua segurança. Fazer trekking na neve numa montanha com salto alto não é seguro, como também não é ao subir pirâmides incas em terrenos acidentados. Nesses casos, nem salto, nem chinelos. Use um tênis confortável, de preferência próprio para trekking, pois possui solado específico para o terreno.
Saltos e chinelos não são calçados apropriados para esse roteiro.

Saltos e chinelos não são calçados apropriados para esse roteiro.

  • Comida: aproveite sempre para provar a culinária local. Mas… tome cuidado caso você possua alergias alimentares (ou não saiba se possui) ou estômago sensível. Nesse caso, evite comidas mais condimentadas e apimentadas. Alguns locais são conhecidos pela pouca higiene e cuidado na manipulação de alimentos, então fuja de alimentos preparados na rua. A Bolívia é um exemplo. Mesmo comendo em restaurantes bem arrumadinhos, e procurando apenas alimentos cozidos, acabamos sofrendo com diarreias.
  • Água: é indispensável o consumo de água e seu uso no preparo de alimentos e bebidas. Se um local não possui água bem tratada, atenção redobrada. Água mineral sempre (confira a garrafa lacrada)! Lembrando que “água de mesa” não é água mineral, mas água apenas “tratada” (filtrada e/ou fervida). Mas… e quando você não encontra água mineral? Nessa viagem, todos os países possuíam a tal “água de mesa”, mas encontrávamos mineral procurando e perguntando nos mercadinhos. Menos na Bolívia. Lá, mesmo a água da “Coca-Cola Company” era apenas tratada. Como fugir? Apelando para os refrigerantes e cervejas. Ou… não sair do banheiro (como aconteceu com meu marido).
  • Vacinas e documentação: É necessário ter a vacina contra febre amarela comprovada na carteira internacional. Para entrar no Peru, Bolívia, Chile e/ou Argentina, basta ter RG (carteira de identidade) atual. Mas se você tem passaporte, leve e ganhe as carimbadas dos países nas aduanas, e de quebra carimbos de Machu Picchu, da Ilha de Uros em Puno, Torres del Paine, Cabo de Hornos, …
  • Espanhol: Vale para qualquer viagem internacional, mas principalmente para nossos vizinhos sul-americanos: aprenda a falar o básico! Dá pra desenrolar no portunhol, mas um obrigado (gracias), desculpe (perdón, falado com ô fechado), por favor, é o mínimo, né? Peça desculpas por não falar espanhol. E veja os falsos cognatos (palavras faladas ou escritas iguais ou semelhantes, mas com sentidos bem distintos) entre o português e espanhol, para não falar muita besteira.
Exemplos de falsos cagnatos, veja muitos mais em http://ec.europa.eu/translation/bulletins/puntoycoma/47/pyc476.htm

Exemplos de falsos cagnatos, veja muitos mais em http://ec.europa.eu/translation/bulletins/puntoycoma/47/pyc476.htm

  • Seja um brasileiro educado: o título desse tópico foi provocativo. Não estou chamando brasileiros de mal educados no geral, mas… não temos nos comportado muito bem nas viagens aos países vizinhos. Testemunhamos situações e ouvimos reclamações: 1) Brasileiros falam português e acham que é obrigação dos locais entenderem. Não, não é obrigação deles o esforço para nos entender. E eles nos entendem muito menos do que nós a eles. 2) Brasileiros comparam tudo com algo de seu país e dizem que do Brasil é melhor. Ora, se no Brasil tudo é tão melhor, pra quê viajar pra fora? Não compare, são coisas diferentes. E se você realmente achar que no Brasil é melhor, guarde só para você. 3) Brasileiros não dão gorjeta. Pessoal, mesmo não vindo na conta, é de praxe dar 10% para garçons. Dê gorjeta também para carregadores de malas nos hotéis.

Leia também:

4 opiniões sobre “Viajando pela América do Sul: dicas

    • Olá, Bete. Tudo bem?
      Fiz essa viagem agora em setembro passado. Ainda estou fechando o orçamento total, porque ainda estão chegando os pagamentos feitos em cartão, que dependem do dólar no dia do fechamento do cartão. Acabou ficando uma viagem cara por conta do cruzeiro Australis no final. Mas, sem ele, o custo diminui consideravelmente. O 2º fator que encareceu foi a alta quantidade de deslocamentos, por conta de tantas cidades diferentes. Mas… não recomendaria fazer o trajeto de carro, apenas no Chile. As estrada no Peru e, principalmente, Bolívia, são bem precárias e inseguras (por conta do relevo natural, das péssimas condições de conservação e por conta de constantes bloqueios por manifestações). E a educação no trânsito nesses 2 países também é coisa de louco. Então, não tem muito pra onde fugir.
      Abraço, Cris.

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s