Machu Picchu: a cidade perdida dos Incas

Machu Picchu

Clássica foto da Praça Central e as lhamas. Com chuva

O lugar é sagrado mesmo. Lindo, incrível, com uma energia fantástica! Saí de alma limpa. Literalmente, porque pegamos uma baita chuva!

História: Machu Picchu foi construída no século 14 pelos incas, e há várias teorias sobre porque foi construída. Ficou “perdida” dos olhos do mundo e dos destruidores espanhóis, e apenas os locais a conheciam, até que guiaram o “descobridor” americano Hiram Bigham em 1911 até lá. As ruínas foram limpas e mapeadas, e Machu Picchu ganhou fama. A atração mais visitada do Peru é Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade segundo a Unesco e uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno.

Como chegarconto aqui nesse post o caminho Cusco – Aguas Calientes de trem e como comprar as passagens. Conto aqui nesse outro post como é Aguas Calientes, a compra dos ingressos e como pegar o ônibus para Machu Picchu.

Onde se hospedar: em Aguas Calientes. Preços altos e carência de bons hotéis. Fiquei no Imperio de Los Inkas Hostal.

Quando ir: Escolhi um mês seco, setembro, para não correr o risco de estragar o passeio com as constantes chuvas locais. Mesmo assim choveu. Estação seca: abril a outubro. Estação chuvosa: novembro a março.

Levar: casaco impermeável, capa de chuva, tênis ou bota confortável, água e lanche (não há lanchonete lá dentro! Nem banheiro!!!)

Haynapicchu, Machu Picchu

Mapa da cidade Inca (clique para ampliar)

Passamos 2 dias, uma tarde e uma manhã. E foi ótimo, porque não ficou tão puxado para um dia só, e porque no 1º dia choveu e no 2º fez um belo sol com a paisagem linda! Os horários dos trens e o tempo de Cusco – Aguas Calientes impedem um roteiro melhor, de 1 dia só.

Fomos de ônibus desde Aguas Calientes, porque a subida a pé é muito puxada. Então, mesmo caro, o ônibus vale.

1º DIA – Chegamos em Machu Picchu por volta das 14h. Com o mapa sem escalas e sem curvas de nível, resolvemos ir até o Templo do Sol “rapidinho” para depois fazer a Ponte Inca. Levamos 1h para ir, muita subida, começou a chover muito no caminho, mas continuamos. Não achei que valeu o perrengue. Há outras vistas bem melhores.

Machu Picchu, Peru

Vista Templo do Sol, numa pequena trégua da chuva

Voltamos sem tempo para nada mais que uma rápida olhada na Praça Principal. Ainda com muita chuva, um rasgo de sol proporcionou lindos arco-íris. Corremos para sair antes do último horário (17h), e conseguimos pegar o ônibus das 16:30.

Haynapicchu, Machu Picchu

Setor urbano e a porta de acesso principal

Machu Picchu, Peru

Sol ainda baixo, antes das 7h, na manhã do 2º dia

Foi brabo ficar molhados no frio e encharcar nossas roupas, as únicas para 2 dias. Voltamos para o hotel desesperados por um banho (não tão quente quanto queríamos), pijamas secos e cobertas. O aquecimento fez muita falta. Não conseguimos sair das cobertas. Não fomos jantar (como? de pijamas?). Ainda bem que levamos lanches.

2º DIA – Estávamos quase desistindo da trilha paga Huaynapicchu, e o João nem fazia questão de subir para Machu Picchu de novo, ainda mais acordando tão cedo. Mas tiramos disposição não sei de onde, vestimos as roupas ainda molhadas (João preferiu ir com a camisa de pijama por baixo do casaco), tomamos café, pegamos o ônibus e chegamos a tempo para a trilha. Para o alto e avante!

Haynapicchu, Machu Picchu

A vista vale todo o sacrifício!

Trilha hard level power!!! É um paredão quase vertical, muitos degraus muito estreitos. Achei que eu não fosse conseguir. Mas chegamos ao topo. Que cenário divino! Que sensação maravilhosa (por traz do cansaço) de ter conseguido. O “normal” (indicado no mapa da trilha) são 45 min de “escalaminhada”, mas fiz em 1h30. O importante é que fiz! E o dia estava lindo: solzão e céu azul! Ainda assim, frio.

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Descer não foi mais fácil. Força bastante os joelhos. E a parte mais alta é a mais difícil, com degraus extremamente estreitos e altos, sem “corrimão”, na beira do penhasco. É um trecho de trilha circular, na ida passei por pessoas chorando e não entendi porque. Quando cheguei ali compreendi. Esse trecho desci sentada “de bunda”, não arrisquei de pé.

Haynapicchu, Machu Picchu

Descida íngreme, estreita e sem proteção. Tem que encarar!

Chegando na Praça Principal de novo, sobrou um resto de energia (ou teimosia?) para olhar melhor a cidade inca.

Haynapicchu, Machu Picchu

Setor agrícola

Descemos no ônibus das ~12:30, exaustos e realizados. Valeu muito!

Almoçamos melhor e fomos até as termas achando que ia rolar um banho bom antes do trem.(Já tínhamos feito o check-out de manhã, porque encerrava às 9h!). Então alugamos toalha e roupa de banho e… mergulhamos na sopa branca com cheiro de enxofre. Eca!

Depois, foi pegar o trem de volta para Cusco e seguir viagem para Puno.

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