Dicas sobre Malta – parte 2

Gozo-Azure-Windown

Azure Windown, na ilha de Gozo, em Malta. E esse azul mediterraneamente lindo! #semfiltro

No post anterior comecei a contar como é Malta, esse pequeno país-ilha no Mar Mediterrâneo. Aqui vou continuar com as dicas.

Transporte

Para sair do aeroporto, eu usei transfer da escola, incluído em meu pacote. Mas é possível usar táxi ou ônibus. Não há trens ou metrô em Malta. Para circular na ilha e visitar todas as atrações, é possível usar só ônibus, sem problema.

No aeroporto, há uma cabine de informações sobre o transporte público em Malta (ônibus) e você pode pegar um mapa com as principais linhas e onde passam. Super útil! Para ir de ônibus do aeroporto para St. Julians ou Swiequi, por exemplo, pega-se o X1.

Em cada ponto de ônibus há uma tabela com todos os ônibus que passam ali, as cidades por onde passam e uma programação de horário. Em pontos finais ou bem próximos a eles, os horários costumam funcionar. Mas nas paradas intermediárias, conte com atrasos, é comum. Mas a tabela ajuda a saber o intervalo entre cada ônibus.

Ônibus MaltaO trânsito é meio louco, principalmente para quem não é acostumado com mão inglesa, e porque muitas ruas são bastante estreitas. Muitas vezes os ônibus estão lotados e não param no ponto. Mas eles possuem climatização e os bancos são confortáveis (se conseguir sentar). Paga-se €1,50 para o próprio motorista. O ticket vale por 2h, e nesse intervalo você pode trocar de ônibus sem pagar, basta guardar o ticket. Também é possível comprar em quiosques passes válidos por 7 dias (€21,00) ou para 30 dias.

Como o trânsito é meio louco, eu não arriscaria alugar carro e dirigir. Acho mais prático usar o ônibus em Malta.

Andando a pé, cuidado redobrado ao atravessar ruas, lembre-se da mão inglesa, e os motoristas não são tão solícitos e educados com pedestres.

Onde ficar

1º, uma coisa importante que você deve entender: Malta é bem pequena, de ônibus se chega a qualquer ponto da ilha em no máximo 2h. O que nós entendemos por bairros no Brasil, eles chamam de cidades em Malta. Você consegue atravessar a pé de uma cidade a outra em poucos minutos.

Agora, onde ficar: Depende do seu objetivo. St. Julians (e seu badalado Paceville) é o melhor lugar para quem quer curtir uma night com boates e bares. Se você quer tranquilidade, fuja dali. Sliema pode ser mais tranquilo e possui todas as comodidades para o turista. Essas 2 cidades são as preferidas dos turistas para se hospedar. Mas há hotéis em praticamente todas as muitas cidades da ilha.

Eu usei o alojamento da escola de intercâmbio, incluso no pacote das aulas.

Valleta, Malta

Vista de Sliema da Valleta, capital de Malta e também uma cidade murada

Segurança

A ilha é segura. Dá pra andar na rua e de ônibus em qualquer horário do dia e noite. Mas sempre convém ter os mesmos cuidados de sempre: não expor dinheiro e jóias, andar com câmera apenas em lugares com muitos turistas, evitar andar sozinho(a) à noite. Durante o dia, andei sozinha tranquilamente.

tomadas inglesasMaltaTomadas: Seguem o padrão inglês de 3 pinos chatos.

Compras

Há liquidações de inverno no mês de fevereiro, bom para quem está chegando e precisa se preparar para passar o final do inverno e início da primavera (como eu). Tem shoppings e lojas de marca. Mesmo em promoções, não achei os preços convidativos não. Comprei só artigos de necessidade. Achei roupas e comida caras em Malta.

Shoppings onde eu fui:

  • The Bay Street, em St. Julians;
  • The Point Malta, em Sliema.

Lembrancinhas: O que levar para casa de lembrança ou souvenir de presente pra amigos/família? Apostaria em objetos com a cruz de Malta, principalmente os fabricados na mesma pedra amarela com que toda a cidade foi construída. São famosos os bonequinhos de diversos tamanhos dos cavaleiros da Ordem de St John, como o Playmobil que comprei na fábrica. Entre comes e bebes, doces (tipo quebra-queixo) feitos com amêndoas e mel, e licores.

Blue Grotto, Malta

Blue Grotto, atração grátis em Malta (mas pode-se pagar um passeio de barco para entrar na gruta)

Passeios

A ilha é pequena (na verdade, são três as principais ilhas do arquipélago: Malta, Gozo e Comino), mas tem muitas coisas para conhecer. Em 3 meses saí todos os finais-de-semana para lugares diferentes e conheci bastante coisa.

Os principais atrativos são praias de incríveis águas azuis, cristalinas, geladas e salgadas do Mediterrâneo e atividades ao ar livre, que são gratuitas. Você gasta apenas o transporte de ônibus. Não compensa pegar passeios pagos, nem de agências nem da escola.

Além de toda beleza natural, Malta ainda é cultural e historicamente rica. Tem cidades antigas e históricas como a capital Valletta e a antiga capital Mdina. Mas o mais impressionante são os 7 Templos Megalíticos, que são construções impressionantemente conservadas que datam de até 5.200 anos antes de Cristo. Tudo isso foi declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO.

Templo Hagar Qim Malta.

Hagar Qim – Templo em Zurrieq, Malta.

National War Museum, Malta

National War Museum. No Fort St Elmo, na capital Valleta, o museu que mais gostei.

O mais impressionante sobre a conservação desses templos e material em museus, é que Malta, devido a sua posição estratégia no Mediterrâneo, participou de várias guerras, desde os tempos das invasões Otomanas, passando pela invasão francesa e as 2 Guerras Mundiais, que deixaram marcas em todo seu território. Durante a 2ª Guerra Mundial foi extremamente atacada e bombardeada, teve vários prédios e cidades destruídos, mas resistiu, sendo até condecorada por isso após. Dessas épocas restaram muitos fortes, os shelters (abrigos anti-aéreos subterrâneos), algumas ruínas e marcas de bombas em alguns prédios, e muita história pra contar nos Museus.

Vou detalhar os passeios e atrações em posts separados por dia/cidade na sequência.

Leia Mais:

8 opiniões sobre “Dicas sobre Malta – parte 2

    • É uma delícia de lugar, viu Gisele? Estudar durante a semana e passear sábado e domingo, foi uma experiência maravilhosa! Tudo na ilha é bem pertinho! Fiz tudo de ônibus!
      Beijo, Cris.

      Curtir

    • Olá, Gabrielly
      Eu só saía aos fds mesmo. Sentia muito frio após 16h, após o sol se pôr. E durante a semana eu ficava estudando mesmo.
      Quando começou a esquentar, eu ficava um pouco na piscina depois da aula, enquanto o sol estava quente. Depois ia estudar.

      Curtir

    • Oi, Ingrid. Eu já tinha o adaptador. Comprei no aeroporto do Panamá um kit com vários adaptadores.
      Como não precisei, não lembro de ter visto vendendo por lá. Mas deve ter sim em algum lugar.
      Desculpe não poder ajudar mais.
      Abraço

      Curtir

    • Olá, Juliana.
      Sim, fui no inverno. Cheguei a pegar 8°C, 5°C. O vento a tardinha é a pior parte. Mas foi bem agradável, basta estar bem agasalhada. E evitar sair depois do pôr-do-sol! rsrsrs
      Beijo

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s