Quênia, primeiras impressões e informações

bandeira do QuêniaViajar pro Quênia foi realizar mais um sonho. Dessa vez sozinha, por mim mesma, sem depender de ninguém. E a sensação de realizar um sonho é maravilhosa! Amo a natureza, animais, e estar perto deles na forma selvagem. E o Quênia proporciona os melhores safáris do mundo. Só lá você consegue ver todos os big five e de tão perto. Sensacional!

Essa viagem do Quênia ocorreu por conta do Congresso da Sociedade Internacional de Primatologia (sou bióloga e primatóloga). Seria meu 1º Congresso Internacional na minha área. Com um plus de ficar uma semana a mais para fazer safári com amigos primatólogos brasileiros. E foi maravilhoso! Tanto a experiência do Congresso, os passeios pela capital Nairóbi, mas principalmente os safáris pelos parques Masai Mara, Lake Naivasha, Hell’s Gate, e Amboseli.

Amboseli elefantes

Nascer do sol no Amboseli com elefantes

Curiosidades sobre o Quênia

A República do Kenya (essa é a escrita local e eventualmente posso me referir ao país assim) fica no leste do continente africano, na região central. Seu nome vem do monte Kenya, o mais alto do país e o único com neve eterna localizado na linha do Equador. Possui litoral com ótimas praias de areia e recifes de coral, florestas densas, desertos, savanas e montanhas. Paisagens diversas que proporcionam uma rica vida selvagem e também diversidade étnica (são muitas tribos, vilas, línguas e culturas convivendo).

É considerado a berço da humanidade, onde os fósseis mais antigos de hominídeos (de até 6 milhões de anos) e a maior quantidade deles foi encontrada. Seus museus de história natural são de visita obrigatória.

berço da humanidade

Humanídeos no Museu Nacional de Nairóbi

Breve História do Quênia

Nos primeiros séculos DC, árabes e persas, principalmente comerciantes, fundaram assentamentos na costa leste africana, se misturando aos nativos. Entre os séculos XV e XVII forças portuguesas e otomanas brigaram por esse espaço, e domínio do ouro, pedras preciosas e produtos animais. No século XIX a Conferência de Berlin repartiu o leste africano entre as potências europeias, o Quênia passou a ser um protetorado inglês e mais tarde uma colônia inglesa. Nesse período é construída a ferrovia Uganda Railway ligando Kisumu no Lago Victoria a Mombasa no litoral, usando muita mão-de-obra da Índia (também colônia inglesa) que promove o desenvolvimento da região (essa ferrovia ainda opera atualmente e possui trecho turístico).

European Africa

quadro no Museu Nacional de Nairóbi, mostrando as potências europeias dividindo a África

Entre 1952 e 1960 eclode a Revolta dos Mau Mau, surgido no maior grupo étnico Kikuyus, contra o opressivo domínio colonial britânico. Após centenas de milhares de mortos e prisioneiros torturados e executados do lado africano, o Quênia conseguiu sua independência em 12 de dezembro de 1963. Jomo Kenyatta, de origem Kikuyu e preso durante a Revolta por ser indicado erradamente como líder, foi o 1º presidente, se mantendo por 15 anos até sua morte.

Jomo Kenyatta é considerado herói nacional. Se casou 4 vezes (o que é comum culturalmente no Quênia). De seu 4º casamento, seu filho Uhuru Kenyatta, nascido em 1963 – ano da independência – é atualmente o presidente do Quênia (desde 2013).

Informações úteis sobre o Quênia

  • Lanças e escudo Masai

    Lanças e escudo Masai

    língua: os quenianos falam inglês (por terem sido colônia inglesa). Falam também. Isso porque cada queniano fala, pelo menos, 3 línguas: a língua materna de seu grupo étnico (há 42 grupos étnicos diferentes), o swahili (ou Kiswahili, língua oficial do Quênia, Tanzânia e Uganda que é uma mistura de Bantu – grupo etnolinguístico original da África subsariana – e árabe), e inglês. O swahili e o inglês são ensinados nas escolas, com educação bilíngue.

Algumas palavras importantes para saber: Jambo = oi (hello), Asante = obrigada (thank you), Asante Sana = Muito obrigada (Thank you so much), Karibu = bem vindo (welcome). Essas são as palavras mais usadas.

  • transporte: a chegada ao país se dá pelo aeroporto Jomo Kenyatta em Nairóbi, a capital. Companhias aéreas como a South African, Qatar e Ethiopian Airlines operam vôos com escala obrigatória em seus países de origem.

O trânsito no país é bastante louco devido a quase ausência de sinais de trânsito, faixas de pedestre e calçadas, bem como péssimo estado das estradas e ruas, com o adicional da mão-inglesa. Portanto, desaconselho fortemente o aluguel de carros, principalmente se você pretende pegar a estrada e fazer safáris. As estradas são péssimas mesmo, dependendo de carros altos e 4×4, e experiência local. São também mal sinalizadas, sem acostamento, com vacas e cabras (e eventualmente macacos, zebras, girafas) atravessando a pista a qualquer momento. Não vi ninguém fazendo self-safari nos parques e não há entrega de mapas ou placas nos parques.

Animais na estrada Quênia

Animais na estrada são constantes

Matatu transito Nairobi

Matatu no complicado trânsito em Nairóbi

Os táxis não são identificados e não possuem taxímetro. O valor é combinado e altamente negociado (como o preço de praticamente tudo). Como nunca se sabe quem é táxi ou não, e com esse esquema louco de abordagem na rua, preferi não usar. Vamos de Uber mesmo, que funciona normalmente pela capital, inclusive indo ou vindo do aeroporto, sem necessidade de negociação. Usamos também carros particulares do hotel ou do congresso, previamente agendados, para nos buscar no aeroporto ou para diária (para fazer passeios na capital).

Transporte público: os Matatu. São micro-ônibus normalmente coloridos e muito populares. Operam em rotas definidas e pegam o máximo de passageiros possível pelas avenidas/estradas. Não tive coragem.

Para os passeios na cidade, usamos Uber. Para não perder tempo, recomendo reservar a diária de um carro/van negociando com a ajuda do hotel ou agência de turismo. Para os safáris, agência de turismo recomendada e previamente contratada, não dá pra fugir disso. E olha que é praticamente a 1ª vez que faço isso na existência desse blog. Mas às vezes temos que dar o braço a torcer. Fomos com a Africa FlashMC Tours and Travel, negociando para grupo (11 pessoas em 2 vans adaptadas para safári) com o próprio dono, o Peter.

Continuo as informações importantes e mostro meu roteiro no próximo post.

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